segunda-feira, 12 de julho de 2010
A Inteligência Artificial
Insatisfeitos com a solidão do universo, usamos nossa capacidade de dar vida a nossa própria existência e criamos a Inteligência Artificial. Robôs são velhos amigos da humanidade, mais uma modalidade de máquinas (as quais utilizamos desde a primeira alavanca pré-histórica), conhecidos desde o século XX. Em todos os níveis da sociedade, os robôs estão presentes. São especialmente úteis onde o homem não pode atuar pessoalmente: sondagem do espaço profundo, extração mineral em altíssimas profundidades, ambientes tóxicos ou hostis etc. Com um grau de avanço tecnológico quase mágico, a maioria dos robôs é simples, barata e eficiente, ainda que de obtusa capacidade criativa. Essa maioria tem apenas um simulacro de inteligência, baseada em parâmetros programáveis e previsíveis. Incapazes de aprender por si mesmos, sem interferência das exigências de sua própria programação. Algumas atividades se tornaram tão robotizadas que são gerenciadas até mesmo por robôs, sem um humano no processo. E é nesses meios que uma inteligência criadora e adaptável é necessária. Somente uma IA é capaz de inovar onde é necessário mais que uma análise lógica. Uma IA (supõe-se) pode se tornar sensível, desenvolver personalidade. Isso se tornou um enorme problema. Um problema de diversas ordens: juristas discutem se as IAs teriam livre arbítrio e imputabilidade; políticos, se poderiam votar; religiosos, se teriam alma! Felizmente, algo faz delas pouco numerosas: o altíssimo custo de seus cérebros; é necessário um investimento de ao menos dez dígitos para se desenvolver uma verdadeira IA. Cerca de uma centena de IAs está em operação atualmente, a maior parte voltada para os problemas de sustentabilidade da Terra e da exploração de outros planetas. A Ishtar não opera com uma IA, apenas com um eficiente computador que contola toda a nave e que mantém suporte de dados aos módulos. Pilota a nave enquanto os tripulantes hibernam em seu sono criogênico através do espaço.
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Ainda bem que nossa querida Ishtar não possui uma IA, imagine se a criação de uma IA chegasse a um nível tal qual começasse a evoluir sozinha e criar o seu própio raciocínio lógico, seria um sério problema, pois estaríamos voando dentro de uma "VIKI" (Eu Robô) tamanho família. Complicado não?! Ou até algo semelhante a um Brainiac, complicado também não?! Ou eu viajei muito?
ResponderExcluirNão viajou não! Sem me prolongar nos aspectos óbvios que o paradoxo das três Leis da Robótica podem criar, eu considero que há níveis diferenciados de IA. Uma IA que aprende sozinha porque isso é imposto pela sua programação está seguindo a sua programação! Prefiro pensar na diferença entre o Sony e os robôs mais antiquados do filme com W. Smith. Sony vale 1 bilhão, pois é sensível, desenvolve personalidade e livre arbítrio. Maravilhoso, e por isso mesmo complicado: uma verdadeira IA é um ser, não uma ferramenta como o C3PO (que apenas simula comportamento humano). Então, deveríamos reconhecê-la como um ser de direito?
ResponderExcluirÉ extremamente difícil definir em palavras se uma IA sensível poderia ser imputável, pois, supondo que ela disponha do mesmo potencial de aprendizagem de um ser humano, não há como qualificar suas características. Por isso, eu parto do seguinte princípio: se um robô começa a agir de forma imprevisível àquela para a qual foi "programado" (no caso de uma IA), é porque ele está agindo, essencialmente, como um ser humano, que também é imprevisível. Logo, os robôs com IA's poderiam ter livre arbítrio e, consequentemente, serem responsabilizados por suas ações. A grande polêmica é: onde a humanidade iria parar se deixasse os robôs "sensíveis" agirem livremente? Aquele cenário de "Matrix" poderia ser uma possibilidade, levando em conta que os robôs possuem vantagens em relação aos humanos, como não precisar dormir, nem comer, nem sofrer de doenças, podendo produzir muito, em pouco tempo, com poucas perdas e gastos.
ResponderExcluirSe isso realmente pode acontecer, é uma incógnita. Neste caso, para previnir, é melhor os humanos limitarem um número máximo de IA's e manter constante vigília sobre eles. Melhor evoluir aos poucos, do que aumentar o número de IA's e dar chance para terríveis possibilidades que possam assolar os seres humanos.