sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Equipamentos (Parte III)
Numa situação de emergência médica, os primeiros socorros podem ser administrados rapidamente com o uso de um pequeno estojo médico, contendo um cartão eletrônico e descartável de diagnóstico, gaze adesiva, aerosol de tecido orgânico artificial, talas retráteis para imobilização, um injetor hipodérmico descartável e uma dose de um poderoso e eficaz coquetel de medicamentos (anestésico, antibiótico e regenerativo). Estampado no próprio estojo está o seu manual de instruções, para que mesmo um leigo possa usá-lo. Nas naves, estojos médicos são colocados em todos os compartimentos em armários de emergência. Já para situações mais graves, um médico pode contar com a mochila médica, que possui material equivalente a dez estojos médicos, além de equipamentos portáteis (desfibrilador, raio-x, tomógrafo etc.) e instrumentos (tubos, sondas, bisturi laser etc.), com os quais pode realizar até mesmo pequenas cirurgias em campo. Nada disso supera obviamente o suporte que as instalações médicas de naves, como o módulo de carga YW Avant-Garde 108, possuem, nas quais se pode curar quase todos os tipos de ferimentos ou doenças. Tais instalações são sofisticadíssimas, o médico contando inclusive com o auxílio de braços cirúrgicos robóticos e autônomos, durante uma intervenção, e com o seguro e eficaz monitoramento eletrônico remoto dos pacientes.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
A Colonização de Marte
O processo de terraformação de Marte está em ritmo crescente. As usinas estão saturando cada dia mais a atmosfera com os gases necessários ao aumento da pressão, ao aquecimento do planeta e à formação de umidade. Microorganismos geneticamente preparados infestam a superfície sob os ambientes mais hostis, preparando o solo e contribuindo para diversificar as exalações gasosas. Os colonos trabalham com afinco em todos os setores, para tornar tanto a habitação quanto a economia marcianas sustentáveis e atraentes. Marte sempre foi a melhor opção para a colonização dentre os planetas do nosso sistema: duração do dia (pouco mais de 24 horas) e estações anuais (que duram mais, pois o ano marciano é quase o dobro do terrestre) similares às da Terra, presença de água congelada e de atmosfera (ainda que inicialmente muito tênue) capaz de proteger contra radiações solar e cósmica, além de quantidade significante de elementos químicos capazes de sustentar a vida. É claro, que ainda é necessário o exotraje para caminhar na superfície, numa gravidade três vezes inferior à terrestre, e é claro que o vento solar ainda é um enorme risco. Mas os trajes são relativamente confortáveis e o Sistema de Prevenção de Eventos Solares é rápido e confiável. Também, atualmente, as cúpulas das instalações colonizadoras são de maior qualidade. As mutações radioativas são coisa do passado... Marte (assim como a nossa Lua) é uma importante base para o lançamento de missões ao Cinturão de Asteroides, ao Sistema Joviano e aos planetas das órbitas mais exteriores: Saturno, Urano e Netuno. Fobos e Deimos, seus satélites naturais, possuem usinas de combustíveis espaciais e as maiores bases da FDE fora das imediações terrestres. A população de Marte é a maior e a mais diversificada depois da população da Terra, com mais e mais colonos chegando sempre. Isso sem contar os milhares de mercadores espaciais, mineradores de asteroides e até ávidos turistas indo e vindo aos milhares por ano!
Os Equipamentos (Parte II)
O chamado traje operacional, que os tripulantes da Ishtar vestem, é uma espécie de malha sintética que cobre todo o corpo, exceto o rosto. É negra, macia, elástica e não muito espessa. Possui diversas aberturas: na frente do tronco, para ser vestida; no pescoço, para descobrir a cabeça; nos pulsos e nos tornozelos, para expor as mãos e os pés; e entre as pernas, para expor a virilha e as nádegas. As abas dessas aberturas recompõem-se ao serem reunidas. O traje protege de mudanças de temperatura não muito bruscas. Sua trama permite a passagem do suor mas impede a entrada de água, mantendo o usuário seco. Pode-se usar qualquer outra vestimenta sobre o traje operacional sem qualquer problema. Outro tipo de traje bastante utilizado em naves espaciais é o exotraje (ou Traje de Atividade Externa), usado para atuar no espaço, fora da nave. Composto de macacão, capacete, luvas e botas que se conectam, é construído de modo a proteger o usuário da ausência de pressão atmosférica, da exposição radioativa e das variações de temperatura espaciais e do impacto de micrometeoros. Possui autonomia de doze horas com todo o suporte vital necessário, fornecendo oxigênio, água e refrigeração e realizando a exaustão do gás carbônico e do excesso de umidade. Essa autonomia pode se tornar ilimitada, se o usuário optar pelo uso do umbilical de serviço, um cabo que o conecta à nave. O computador e os instrumentos integrados do exotraje têm as mesmas funções de um DataP, de um relógio tático e da lanterna portátil com os programas e aplicativos adequados às tarefas requeridas e também monitora permanentemente os sinais vitais do usuário. Leva um kit de ferramentas integrado equivalente a um estojo. O deslocamento em gravidade zero é muito lento, mesmo sobre o casco de uma nave, com as botas eletromagnéticas do exotraje. Por isso, pode-se contar com a mochila propulsora, movida a gás, que aumenta enormemente a velocidade do exotraje. É necessário treinamento especial para atividade externa.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Os Equipamentos (Parte I)
Diversos equipamentos sofisticados estão a disposição dos tripulantes de naves espaciais. Alguns são bastante populares em todos os lugares, como o DataP, que conjuga (numa lâmina plástica meio flexível de apenas três milímetros de espessura e demais dimensão similares às de um celular) as funções de comunicador de longa distância e de um computador pessoal de alta performance e grande capacidade de memória. O DataP é leve, resistente e à prova d'água; possui câmera, projetor e altofalantes integrados, além de variados acessórios, como fones e lentes de contato para interface 3D (ambos sem fio); entre seus muitos programas, há um tradutor universal simultâneo, que derruba qualquer barreira linguística; tudo isso pelo preço equivalente ao de um bom tablet. Os relógios ainda são utilizados, mas sempre em modelos precisos e contendo múltiplas funções, além das convencionais. O mais indicado para quem deseja estar preparado para tudo é o modelo tático da FDE, mas que é fornecido ao mercado civil sem restrições; possui magnetômetro planetário (com função similar à das bússolas), medidor de radioatividade, barômetro, sensor químico (que informa a toxidade atmosférica), radar de curto alcance (mais um detector de aproximação, na verdade), posicionador global e localizador de emergência. Bastante útil também é a lanterna portátil. Lembra um medalhão de uns cinco centímetros de diâmetro, tendo de um lado a lente emissora de luz e do outro um pegador escamoteável e ajustável, que permite aderir a lanterna a qualquer superfície razoavelmente lisa; é bastante potente e suas baterias permitem que permaneça acesa por semanas. Para possibilitar e auxiliar em pequenos e médios reparos, há duas modalidades de kits de ferramentas: o estojo e a caixa. No estojo de ferramentas, facilmente levado em um bolso largo ou algibeira, encontra-se os instrumentos básicos para reparos mais simples, como vários tipos de chaves fixas e múltiplas, alicate ajustável, sensores eletrônicos e um soldador de baixa potência (geralmente laser); é dificílimo realizar qualquer tarefa do gênero sem ele. Já na caixa, que parece uma pequena mochila, há quase todas as ferramentas portáteis necessárias a reparos mecânicos e eletrônicos, sua versatilidade sendo superada apenas por uma boa oficina.
domingo, 8 de agosto de 2010
A Estação Neith
Quase inexplorado economicamente, Vênus possui poucas instalações permanentes. A mais importante é a estação Neith. Com o porte de uma pequena cidade, orbita o planeta com finalidades de pesquisa, reabastecimento e patrulhamento. Dela, partem muitas missões a Mercúrio e à superfície venusiana. Como o calor (480 graus Celsius, de dia ou de noite), a pressão (90 atmosferas) e a intensa atividade vulcânica não permitem a colonização nem a manutenção de minas compensadoras, o planeta desperta principalmente interesse científico. Por outro lado, essa sua natureza inóspita e o seu tamanho (quase o da Terra) fazem dele um lugar dificílimo de controlar. O esconderijo perfeito para todo tipo de fora da lei. É notório covil de piratas, de mercenários e de terroristas. A Força de Defesa Espacial mantém um numeroso contingente e uma dezena de naves de média autonomia (entre caças bombardeiros e patrulhas) na estação Neith para coibir ações criminosas nas órbitas solares inferiores, fornecendo inclusive apoio a missões mercurianas.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
O Sono Criogênico
Durante a maior parte da viagem da Ishtar, seus tripulantes e passageiros serão mantidos em sono criogênico. Dormirão em cápsulas chamadas criogênicas, nas quais suas temperatura e metabolismo corpóreos ficarão baixíssimos. Mesmo sua atividade cerebral será reduzidíssima; longos sonhos arrastados em câmera lenta preencherão suas mentes até que, próximo a seus destinos, serão gradativamente despertos. Mesmo entre pontos relativamente próximos, em que a viagem seria de apenas algumas semanas ou meses, é vantajoso entrar em sono criogênico para evitar o envelhecimento e também o tédio (e a missão da Ishtar pode durar toda uma vida!). Enquanto isso, quem controla os sistemas de navegação, de suporte vital e de emergência é o computador da nave. Leva algumas horas para que o corpo e a mente retornem à normalidade após esse tipo de processo. Tontura, náuseas, desorientação e fraqueza são inevitáveis; mas a intensidade dos sintomas varia de acordo com o físico de cada um. Também em casos de emergência, a tripulação é literalmente expulsa do seu sono (aí, os sintomas são piores) pelo computador para assumir seus postos de comando, como no caso de mal funcionamento do equipamento da nave, de colisão iminente e de aproximação hostil. O processo de sono criogênico é induzido quimicamente, além de controlado eletronicamente pela cápsula (temperatura e sinais vitais sempre monitorados), e é considerado bastante seguro e de poucos efeitos colaterais.
Dr. Tyko Bruno, Médico
A YW Avant-Garde 108 já tem seu oficial médico. O simpático neurocirurgião Tyko Bruno assumiu o posto. Nascido e criado na Lua, junto com seu irmão mais jovem Kristian, tem a ambição de se tornar medico-chefe na Ishtar. Uma das maiores qualidades de Tyko é também seu maior defeito: ele se importa verdadeiramente com seus pacientes. E apesar de marcado pela tragédia de ter perdido os pais num acidente na Terra, mantém um espírito alegre e brincalhão. Detesta mentiras e leva seu trabalho muito a sério. Assim como o navegador Kobi, tem pouca experiência em viagem interplanetárias, mas promete ser de indispensável valia na Avant-Garde e talvez em toda a Ishtar... Falta ocupar agora os cargos de piloto e carregador.
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